domingo, 11 de agosto de 2013


Programa de Aquisição de Alimentos – PAA


O Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, criado pelo art. 19 da Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, no âmbito do Programa Fome Zero, possui duas finalidades básicas: promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar.

Para o alcance desses dois objetivos, o Programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial, pelos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pela rede pública e filantrópica de ensino.

O PAA também contribui para a constituição de estoques públicos de alimentos produzidos por agricultores familiares e para a formação de estoques pelas organizações da agricultura familiar. Além disso, o Programa promove o abastecimento alimentar por meio de compras governamentais de alimentos; fortalece circuitos locais e regionais e redes de comercialização; valoriza a biodiversidade e a produção orgânica e agroecológica de alimentos; incentiva hábitos alimentares saudáveis e estimula o cooperativismo e o associativismo.

O orçamento do PAA é composto por recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS e do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA.

A execução do Programa pode ser feita por meio de cinco modalidades: Compra com Doação Simultânea, Compra Direta, Apoio à Formação de Estoques, Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite e Compra Institucional.

O Programa vem sendo executado pelo Distrito Federal, estados e municípios conveniados com o MDS e pela Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, responsável por gerir as políticas agrícolas e de abastecimento. Para execução do Programa, a Conab firma Termo de Cooperação com o MDS e com o MDA.

Recentemente, a Lei nº 10.696, de 2 de julho de 2003 foi alterada pela Lei nº 12.512, de 14 de outubro de 2011. Essa Lei, por sua vez, foi regulamentada pelo Decreto nº 7.775, de 4 de julho de 2012. Dentre as principais inovações dos recentes normativos está a previsão de execução do PAA mediante Termo de Adesão, dispensada a celebração de convênio. Esse novo instrumento irá, paulatinamente, substituir os atuais convênios, proporcionando maior continuidade e facilidade na execução do Programa. A nova forma de operação prevê a existência de um sistema informatizado, onde serão cadastrados todos os dados de execução pelos gestores locais, e a realização do pagamento pela União, por intermédio do MDS, diretamente ao agricultor familiar, que receberá o dinheiro por meio de um cartão bancário próprio para o recebimento dos recursos do PAA.

Pelo seu papel estratégico no combate à pobreza, o PAA é uma das ações que compõem o Plano Brasil Sem Miséria – BSM, em seu eixo Inclusão Produtiva Rural.

Fonte: 

UFFS tem terceiro mestrado aprovado pela Capes



A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) tem mais um programa de mestrado aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A terceira pós-graduação stricto sensu da UFFS será em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável e será ofertada no Campus Laranjeiras do Sul (PR).
O projeto foi enviado à Capes no primeiro semestre de 2013 e é resultado das atividades de um Grupo de Trabalho, constituído por professores da UFFS, que atua desde 2010 na concepção de propostas na área. São 20 vagas com previsão de início do curso já no primeiro semestre de 2014.
De acordo com o Diretor de Pós-Graduação da UFFS, José Carlos Radin, o trabalhos dos GT's é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa. “A UFFS adotou a metodologia de criação de grupos de trabalho com professores para que eles próprios, sob a coordenação da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, elaborem as propostas de pós-graduações. Isso legitima ainda mais o processo, pois são eles que se organizam, trabalham e pensam as linhas de pesquisas compatíveis com as graduações já existentes e com a proposta da UFFS. E isso tem apresentado resultados muito positivos pois, em quase quatro anos de universidade, já contamos com três mestrados e 16 pós-graduações lato sensu”, salientou.
O Mestrado Acadêmico em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável foi concebido em duas linhas de pesquisa: Agroecossistemas, Sustentabilidade e Agrobiodiversidade; e Dinâmicas Socioambientais. O objetivo é uma formação acadêmica geradora de conhecimento que atenda às demandas da sociedade com relação aos padrões produtivos e de organização dos sistemas agroalimentares – tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo – que contribuam para a saúde das pessoas e do meio ambiente, proporcionando trabalho e renda.
Ainda, segundo Radin, o curso de Mestrado em Agroecologia é mais uma conquista muito significativa para a instituição. “Trabalhamos, desde o início, para além da graduação, pois entendemos que a pós-graduação é muito importante na vida profissional. Esse curso específico de Mestrado em Agroecologia tem sua significância revelada por ser um dos propósitos da UFFS pensar o desenvolvimento regional a partir, também, da agricultura e da agroecologia”, finalizou.
O resultado positivo para a UFFS foi publicado pela Capes na quarta-feira (7) e foram analisadas na 148ª Reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES). Neste ano, a UFFS enviou cinco propostas de pós-graduação stricto sensu à Capes e aguarda, para os próximos meses, o resultado da análise de mais quatro projetos.

Para Mais Informações:

 

terça-feira, 30 de julho de 2013




Relembrando as diferenças: 
• Orgânico e Natural – Todo produto orgânico é natural, mas nem todo produto natural é orgânico. Tudo depende de como foi produzido.
• Orgânico e Hidropônico – São bem diferentes. Enquanto o Orgânico é produzido em solo, fonte de nutrição das hortaliças, o Hidropônico é cultivado em agua e a alimentação dos produtos se faz através de adubos químicos. Utilizam-se agrotóxicos em caso de doença.
• Orgânico e Higienizado – Você poderá encontrar produtos orgânicos higienizados, isto é, pré-lavados e prontos para consumo, mas nem todo produto higienizado é orgânico.
• Orgânico e Light/Diet – o produto orgânico não é light; a não ser que esteja indicado no rotulo.

Na dúvida, procure a palavra Orgânico e o selo de certificação na embalagem.


Fonte: Sitio do Moinho.

domingo, 28 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Contratos realizados pelo Pronaf 2012/2013 superaram os R$ 18 bilhões.



26/07/2013 04:41

Contratos realizados pelo Pronaf 2012/2013 superaram os R$ 18 bilhões

Foto: Eduardo Aigner/MDA

O montante de crédito rural contratado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), na última safra, superou a marca dos R$ 19,2 bilhões, com mais de 2,2 milhões de contratos efetivados. O valor informado pelo Banco Central do Brasil (Bacen) é superior aos R$ 18 bilhões disponibilizados inicialmente pelo governo federal para financiar as operações de custeio e investimento da agricultura familiar no âmbito Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013. Essa é a primeira vez que os valores contratados superam as estimativas feitas pelo governo federal.
"Quando nós lançamos o Plano Safra 2012/2013, a presidenta Dilma disse 'se contratarem os R$ 18 bilhões, eu libero mais', e chegamos a R$ 19,2 bilhões. É a primeira vez na história que se ultrapassa o volume de crédito anunciado”, observa o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas ao assegurar que espera, que nos próximos anos, que o agricultor tenha mais acesso ao crédito.
Quando comparado ao crédito oferecido para a safra 2011/2012, que obteve R$ 14,2 milhões contratados, o aumento real dos recursos foi de 35% e dos contratos, de 44%.
A maior parte do valor usado na safra 2012/2013, cerca de R$ 11 bilhões, foi destinada ao Pronaf Investimento. Conhecida entre os agricultores familiares por financiar a implantação, ampliação ou modernização da infraestrutura de produção e serviços, a linha de crédito registrou mais de 1,5 milhão de contratos.
Pepe Vargas atenta que quando o agricultor tem acesso ao crédito, faz investimento, mecaniza sua produção, aumenta sua produtividade e diminui a dificuldade do trabalho. “Isso estimula os jovens também a permanecer no campo, favorecendo a sucessão rural e a agricultura familiar", destaca.
Os outros R$ 8,1 bilhões foram empregados no Pronaf Custeio, que oferece condições especiais para os produtores interessados em financiar atividades de beneficiamento, industrialização ou comercialização da produção própria e/ou de terceiros. Mais de 688 mil contratos foram assinados nessa modalidade.
Desde sua criação, no fim dos anos 90, o Pronaf se destaca no meio rural por custear projetos individuais ou coletivos com as mais baixas taxas de juros do setor. Os financiamentos contemplados pela iniciativa impulsionam a geração de renda dos agricultores familiares e assentados da reforma agrária.
Pronaf mudando a realidade 
O produtor Eduardo Ângelo Borges, de 59 anos, por exemplo, recorreu ao Pronaf Investimento há sete anos. Os R$ 18,5 mil financiados foram usados para estruturar sua produção autônoma de hortaliças. O cultivo das folhas e raízes é feito em sua propriedade de cinco hectares no município de Aloândia (GO), a 150 quilômetros da capital Goiânia.
Até então arrendatário, seu Eduardo conseguiu adquirir sua própria terra por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), também do MDA. Com a aquisição, ele apostou no Pronaf para mecanizar o cultivo da terra. O recurso do programa foi empregado na compra de quatro equipamentos que auxiliam o preparo e o cultivo das hortaliças. “Minhas mãos não pegam mais no serviço pesado, só as máquinas. As mãos calejadas já estão lisinhas”, diverte-se o agricultor.
"Estava desgostoso da vida em ter que trabalhar no chão dos outros. Agora, já levanto é sabendo o que vou fazer, tenho programação para a semana inteira", complementa. Com o fruto da comercialização das hortaliças, seu Eduardo já comprou mais dez hectares de terra, onde pretende se dedicar à plantação de guariroba – ou gueroba, como é conhecida na região.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

25 de Julho Dia do Agricultor e da Agricultura Familiar.




Eles e elas estão por todos os cantos do País e representam 74,4% da mão de obra ocupada no campo. Os agricultores familiares são responsáveis pela produção da maioria dos alimentos consumidos nas mesas brasileiras.

Nosso agradecimento a todos os agricultores e agricultoras familiares do ‪#‎Brasil‬!

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Governo garante juros mais baixos para região atingida pela seca

Produtores em atraso também terão direito a renegociação de dívidas.

Uma nova decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) garante aos agricultores e criadores atingidos pela seca no Piauí melhores condições de renegociação de suas dívidas, oferecendo juros mais baixos também para os que estão com os pagamentos atrasados.

Foto: Francisco Leal

















Em medida anterior, o CMN tinha autorizado que somente os produtores que estavam com o pagamento em dia, até 31 de dezembro de 2011, renegociassem as parcelas com vencimento em 2012, 2013 e 2014. Agora, as operações que estavam em atraso até o fim de 2011, também poderão ser reparceladas em até dez anos, com a primeira parcela sendo paga somente em 2016.

O benefício, no entanto, só valerá para os municípios que estavam em situação de emergência ou em estado de calamidade pública a partir de 1º de dezembro de 2011.

Os agricultores familiares e os financiamentos de custeio concedidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tiveram as taxas reduzidas de 1,5% para 1% ao ano para operações de até R$ 10 mil. Os juros passaram de 3% para 2% ao ano, no caso dos financiamentos de R$ 10 mil a R$ 30 mil, e de 3,5% para 3% ao ano para as operações acima de R$ 30 mil.

A taxa dos empréstimos do Pronaf para investimento passou de 2% para 1% ao ano, para operações de até R$ 30 mil, e de 2% para 1,5% ao ano para as linhas entre R$ 30 mil e R$ 60 mil.

Para as operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores, os juros foram reduzidos de 4,5% para 4% ao ano nas operações de custeio e de 3,5% para 2% ao ano nas linhas de investimento. Para os demais produtores rurais, a taxa passou de 5,5% para 5% ao ano tanto nos financiamentos para o custeio da safra como para investimento.

A redução dos juros para operações de investimento só vale para os financiamentos de projetos que estimulem a garantia de água e alimento no Semiárido. Entre os projetos que poderão ser financiados com taxas mais baixas estão a construção de reserva de alimentos para animais, a recuperação e o fortalecimento de cultivos alimentares regionais e de pequenas criações, agricultura irrigada e criação de agroindústrias para diversificação da produção.